quinta-feira, 28 de julho de 2016

Thauma, O Espanto Admirativo

Thauma, termo grego, cujo equivalente na língua latina é admiratio, designa estupor, espanto e admiração, que segundo os pensadores antigos é o princípio da filosofia. Foi por terem sido tomados pelo espírito de admiração que determinados homens decidiram buscar respostas para as suas indagações sobre o inaudito que mesmo no costumeiro se manifestava de um novo modo ante seus olhos. Platão afirma que a capacidade de admirar-se é o que define o filósofo porque é a origem do filosofar. Pois, não há filosofia sem busca, e nem busca sem  desejo e curiosidade. Neste mesmo sentido, Aristóteles, em concordância com seu mestre, nos ensina que  a admiração é o espanto produzido por um fato insólito e que provoca a curiosidade, da qual procede a ciência. O inabitual provoca o espanto e desperta a curiosidade do espectador, desse modo, não há como vislumbrar a possibilidade de construção de conhecimento sem esta experiência. Por isso, Descartes afirma que a admiração é a paixão fundamental da qual provêm todas as paixões. Não há homem e muito menos sujeito cognoscente sem o thauma, sem o espanto admirativo, que é fundamental para a vida humana enquanto vida reflexiva.

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